quinta-feira, 3 de setembro de 2009

As seis dicas de CIO americano para sobreviver a fusões e aquisições

Durante o processo de fusões e aquisições, instaura-se um clima de incertezas e dúvidas no ambiente de trabalha, para tentar ajudar os colaboradores nesse período Rich Casselberry, que já esteve em várias posições de gerencia de TI em diversas empresas, consultorias e no setor público nos últimos vinte anos, estabeleceu seis dicas - seus segredos- ao preparar-se para as mudanças:

1- Prepare-se para o pior.

A pior coisa que pode acontecer nesses casos é ser demitido sem nenhum benefício. É melhor conseguir um bom pacote de benefícios caso perca seu emprego. É possível acordar um tipo de “seguro desemprego” por um ano.

Sabendo que suas finanças futuras podem ser incertas, avalie seus gastos e receitas. Se puder pagar todas as suas contas com os pagamentos da dispensa e tiver certeza que encontrará um novo emprego em um mês, você não precisa se descabelar.


Se não puder pagar suas contas com o valor das dispensa, precisa descobrir de quais delas consegue se livrar, tais como Internet sem fio, pacote premium de televisão a cabo, ou clube esportivo. Enfim, selecionar quais você precisa para viver e quais são dispensáveis. Caso tenha três carros, duas casas e um barco, poderá cortar gastos rapidamente. Não é necessário vender agora todas suas posses, mas deve fazer uma lista do que poderia vender se precisar de dinheiro no bolso.


Caso esteja procurando por trabalho, considere tentar algo novo. Se eu perder meu emprego, pode ser uma boa hora para arriscar algo novo. Eu, por exemplo, já pensei em ir para a área de vendas, mas não tive coragem suficiente para largar meu trabalho em TI. Obviamente, se já estivesse sem emprego, poderia ser um incentivo para dar uma chance. Também já pensei sobre iniciar uma companhia de serviços de TI. Quem sabe, se toda equipe for demitida comigo, podemos encontrar uma forma de fazer isso acontecer. Conheço um monte de gente que acabou fazendo algo completamente diferente depois de uma demissão e que acabou ainda mais feliz na nova atividade.

2- Prepare-se para o melhor

O melhor cenário se você quer manter seu emprego é ser promovido a líder de um novo grupo, ou o mesmo grupo, mas muito maior. Pense em como gerenciaria isso. Como estruturaria o novo time? Como seria o orçamento? Quais sistemas e aplicações você manteria?

Questione tudo, tal como: você está bem organizado? Deveria fundir com outros departamentos? Podo trabalhar fora da atual função? Tenha respostas para todas as questões. É uma aposta certa de que mais alguém está questionando tudo, então esteja com as respostas prontas.

Documente como você poderia poupar recursos, melhorar serviços ou prover valor. No meu caso, tenho arquivos de quando tentamos terceirizar a TI e descobrimos que somos 20% mais baratos. Além disso, calculei quanto dirigir a infra-estrutura de TI iria custar para escritórios de vários tamanhos, quantos escritórios serão necessários na companhia com a qual nos unimos e como seria a organização de TI nesse caso. Também calculei, com base na proposta que tinha do fornecedor, quanto a outra companhia está pagando pelos serviços.

Por último, garanta que suas responsabilidades na forma de poupar gastos e no novo modelo da organização estão claras. Você terá tempo para desdobrar seus planos, mas se não tiver mais ou menos tudo organizado na sua cabeça, pode trazer mais problemas para a organização do que ajudá-la. Se você garante que pode recriar a TI, mas o contrato com o fornecedor é de três ou mais anos, não conseguirá poupar 20%.

3- Prepare sua ascensão

No meu caso, sei que posso fazer com que a companhia poupe ao menos 20% em operações de TI. Essa é a minha isca: “Me deixem dirigir essa coisa, e eu mostrarei como gastar 20% menos”. Nesse caso, isso significa aproximadamente US$ 25 milhões por ano.

4- Faça com que seu time saiba que está preparado.

Estou entendendo que sua meta é manter o emprego. Se esse não é o caso, faça com que o time executivo saiba que você não vê problemas em deixar a companhia. Você não quer um executivo lutando por seu emprego se pretende apenas um bom pacote de demissão.

Por outro lado, se quer mais responsabilidades, agora é o momento de mencionar sua vontade. Apresente seus planos para a gerência de como poderia estruturar a nova organização e poupar os recursos da empresa combinada.

5- Atualize a documentação técnica.

Mesmo com o melhor plano, você pode não ter a chance de discuti-lo com o novo time de executivos. Talvez eles tenham tomado decisões antes disso. Enquanto você aguarda para ver o que virá, atualize servidores, a listas de senhas, processos e procedimentos, além de planos de recuperação pós desastre.

As pessoas se lembram de como você era quando trabalharam pra você, mesmo se foi apenas durante uma transição. De forma que, ao tomar medidas para preparar a nova organização para seu desafio, mostre que está preparado profissionalmente e aumenta suas chances de continuar na companhia.

6- Espere

Essa é sempre a parte mais difícil. Tente evitar as fofocas e especulações. Foque no trabalho. Obviamente, não dói fazer algum network enquanto espera pelo resultado da fusão ou aquisição, mas evite se jogar no primeiro emprego que surgir na sua frente. Muitas vezes as pessoas são promovidas durante aquisições e algumas ganham bônus de retenção por aceitar o risco de ficar na companhia em processo de mudança.



Acessado em 03/09 às 16h41

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Comunicação e F&A

As empresas passam por fusões ou aquisições por diversos motivos:
* porque querem aumentar o crescimento e diversificação de seus serviços e/ou produtos
* querem aumentar suas capacidades
* querem promover uma sinergia
Nosso papel como comunicadores se torna imprescindível em todas as fases de uma fusão ou aquisição desde o pré-anúncio, durante e no pós-anúcio da novidade aos colaboradores.
Muitas vezes os colaboradores sentem-se perdidos na nova empresa criada, ocorre um choque entre as culturas organizacionais e até uma repulsa contra o novo ambiente de trabalho, por isso é necessário deixar todo o cenário preparado e passar as informações de forma transparente e objetiva, dimunuindo o risco de ruídos e boatos e promovendo uma integração entre todos.

Segundo dados da empresa Catho, o número de fusões e aquisições entre empresas do Brasil superou o crescimento registrado no mundo em 2007 se tornando uma realidade muito próxima. A matéria na íntegra pode ser conferida no vídeo a seguir:



Fonte: Fusões e Aquisições: o papel da comunicação interna pelo Prof. Bruno Carramenha
site: http://www.cathonoticias.com.br/ acessado em 01/09/2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Case Bank Boston/ Itaú - parte II

Como foi visto na postagem anterior, o case do Bank Bonston/ Itaú é muito interessante, pois podemos ver realmente a eficácia de um plano de comunicação com os funcionários em meio ao caos de fusões e aquisições. O plano era composto por fases de 1 a 4, que abrangiam desde o início da boataria, até a integração dos sistemas dos bancos. Tudo foi muito bem planejado e conversado antes que os colaboradores tivesse acesso. Para termos uma idéia, uma das etapas da primeira fase consistia em ações como: e-mail do principal executivo do BAC/América Latina a todos os funcionários, e-mail do Presidente do Itaú a todos os funcionários, reunião dos Presidentes (Itaú e BKB) com executivos e reunião do presidente BKB com todos os funcionários no formato de perguntas e respostas . Além de um host site criado para a divulgação da marca Itaú, explicando a empresa para os colaboradores do Bank Boston. Também começaram a ser divulgadas algumas campanhas e distribuição de Dvds com a história do banco no Brasil.



Capa do Dvd

Nas outras fases brindes foram entregues para os funcionários já com a marca Itaú. Além da distribuiçao do código de ética, e emails abordando temas como responsabilidade social.
O resultado do trabalho obteve sucesso absoluto , pois a troca da marca obteve sucesso, e pesquisas indicaram a satisfação dos funcionários. Além disso, o projeto foi reconhecido no
Prêmio ABERJE 2007 Brasil.

O case completo pode ser encontrado no seguinte site:
http://www.aberje.com.br/novo/eventos/cafeaberje/arquivos/CafeAberje_ok.pdfhttp://www.aberje.com.br/novo/eventos/cafeaberje/arquivos/CafeAberje_ok.pdf
Vale a pena conferir!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Case Bank Boston/ Itaú

Quando grandes empresas passam pelo processo de fusão ou aquisição, lemos e escutamos muitas notícias e especulações sobre o negócio em si e as consequências que possam causar, principalmente em termos administrativos e econômicos. Porém, as maiores dúvidas são mesmo dos funcionários que atuam pelas empresas envolvidas. Demissões, mudanças e dúvidas assombram os colaboradores das organizações, gerando assim grande conflito e boataria. Briga de egos, quem ficará na direção da nova empresa, quem será demitido, quem será o novo chefe e muitas outras questões como essas são questionadas por eles. Num processo como este, é essencial que haja sincronia entre a alta direção das empresas, e claro uma comunicação muito transparente e eficaz.
Na teoria parece algo muito fácil de ser realizado, porém na prática tudo é muito mais complexo e toda atenção é pouca para não cometer deslizes na hora de se comunicar com o funcionário.
Para ilustrar uma situação real, temos o case Bank Boston/Itau, ocorrido em maio de 2006, gerando assim, grandes desafios à equipe de comunicação das empresas. O Bank Boston vivia um momento muito bom, onde havia mais de 94% de satisfação dos clientes, além de vários prêmios recebidos, e muito orgulho dos funcionários que pertenciam à empresa. Mas, tudo isso não foi o bastante para empresa norte americana resistir aos encantos do gigante Itaú, que até então possuia a incrível marca de 21 milhões de clientes. Após mais de duas semanas de boatos, foi anunciada então a compra do Bank Boston pelo Itaú. A partir dai, um plano de ações dirigidas foi organizado, em fases para que todos os envolvidos se acostumassem com a idéia da aquisição, chegando até a tão esperada integração das operações e sistemas.

Fonte: http://www.aberje.com.br/novo/eventos/cafeaberje/arquivos/CafeAberje_ok.pdf

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Criar uma marca nova ou fazer uma fusão/aquisição?

Para a maioria das indústrias, é mais fácil comprar do que criar marcas novas, estas as quais, devido ao grande número de empresas já estabelecidas no mercado, ficam mais difíceis de ser superadas. O custo elevado para propagandas, o grande número de concorrentes já fixadas no mercado e o alto grau de exigência do consumidor podem ser considerados alguns fatores que dificultam a criação de uma nova marca.
Comparando-se então o custo de desenvolver um novo negócio e o risco de seu sucesso ou não, a fusão ou aquisição tornam-se alternativas a serem consideradas. Essa decisão dependerá de fatores como: atratividade do mercado, custo relativo da aquisição, potencial de sinergia, oportunidade estratégica da marca, posicionamento da concorrência e situação da empresa.
O que pode favorecer uma opção ou outra é a interação entre os fatores externos e internos da organização. Externamente, quando o mercado está em alto crescimento, com poucos concorrentes e apresenta grande atratividade, a opção de construir uma marca nova parece ser mais atraente. Mas quando o mercado está tendendo à saturação, estagnado e com grande número de concorrentes, a melhor opção é comprar ou se fundir, mas claro, desde que haja alguma oferta vantajosa nesse sentido.
Já internamente, a decisão está condicionada à capacidade de pesquisa e desenvolvimento da empresa, disponibilidade de recursos (financeiros, humanos, tecnológicos e mercadológicos) e à visão e objetivos da empresa.

Fonte: TAVARES, Mauro Calixta. "A Força da Marca - Como construir e manter marcas fortes". Págs 191 e 192. Editora Harbra, 1998, São Paulo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais uma fusão que deu o que falar...


Outra grande fusão que aconteceu recentemente é a do Itaú e Unibanco. Juntos criaram uma gigante financeira, a Itaú Unibanco Holding S.A, que deverá ser o maior banco do Hemisfério Sul. Apesar de completar quase um ano desde o anúncio da fusão, os resultados ainda são pouco tangíveis. É natural que todo o processo para sua consolidação seja lento e gradual, evitando grandes choques culturais.
Os clientes começaram a desfrutar das vantagens dessa fusão em janeiro, quando os caixas eletrônicos do Itaú e Unibanco passaram a compartilhar suas operações, sendo que os correntistas podem realizar consultas e saques mantendo os cartões e senhas já existentes.
Fonte: www.g1.com.br - Acessado dia 20 de agosto de 2009.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Agora é que começa...

Depois de todos os trâmites judiciais já terem sido estabelecidos, a fusão entre as gigantes Sadia e Perdigão entram em um outro grande desafio: estabelecer uma boa comunicação interna pelo choque de cultura organizacional que vai ocorrer.
De um lado existe todo o entusiasmo e sentimento de vitória de Perdigão e do outro o clima de insegurança e instabilidade de Sadia.
Segundo reportagem de Carolina Meyer e Melina Costa para Revista Exame, ano 43 nº10 de 03/06/2009: "Convencer 120 000 funcionários de que o amanhã será melhor do que o hoje talvez seja a tarefa mais urgente".
E essa tarefa certamente caberá aos profissionais de comunicação, que precisam levantar a autoestima dos colaboradores e mostrar que agora eles são uma equipe, que precisa trabalhar junta para alcançar os objetivos da nova empresa criada: a Brasil Foods.
Esse trabalho precisa ser constante e principalmente ser feito com o apoio da liderança, uma vez que até os estilos de gestão mudaram.
Que papel nossa profissão poderia desempenhar dentro deste cenário?!